Na Estante

Tubarão (Peter Benchley)

É bem provável que você já tenha assistido (ou, no mínimo, conheça) o grande clássico do terror Tubarão (Jaws). Dirigido por Steven Spielberg no ano de 1975, o longa se tornou a maior bilheteria da história da época, recuperando seus custos de produção em apenas duas semanas após o lançamento. O que a grande maioria desconhece sobre este filme é que ele é, na verdade, uma adaptação cinematográfica para o romance escrito por Peter Benchley.

SAMSUNG CAMERA PICTURESA história se passa em Amity, uma pequena cidade balneária que fica em algum lugar de Long Island e que tem sua economia sustentada pelos turistas. É véspera de temporada e a cidade se prepara para receber seus visitantes; tudo vai bem, até que um evento inesperado se torna um grande problema: uma mulher é atacada e morta por um tubarão branco. O chefe da policia local,  Martin Brody, entende que o melhor a se fazer é interditar as praias para evitar mais ataques, mas é impedido pelas autoridades maiores que decidem abafar o caso para não prejudicar os interesses do turismo local. No entanto, o tubarão volta a atacar banhistas e acaba por se tornar uma ameaça permanente para os habitantes de Amity. 

SAMSUNG CAMERA PICTURESAlém da trama central, a narrativa nos insere em algumas histórias paralelas: o envolvimento da esposa de Brody, Ellen, com Hopper, um especialista em tubarões que se instala na cidade para estudar o caso; o conflito de interesses entre as autoridades locais; a mídia e suas manchetes sensacionalistas…

O livro é basicamente dividido em três partes, sendo que as medidas reais só começam a ser tomadas na terceira. É quando Brody, Hopper e Quint (um pescador experiente) sobem no barco e decidem arriscar suas vidas na tentativa de capturar o diabão dos mares. Particularmente, essa é minha parte favorita da história; as cenas do tubarão se esgueirando pelo barco e aterrorizando os tripulantes são imperdíveis…

Como eu não me lembro de praticamente nada do filme, cada situação no desenrolar da história era inédita pra mim. E, apesar de ter me divertido bastante na leitura, algumas coisas me deixaram incomodadas. A primeira delas é com relação a fuga total da trama principal; eu reconheço que seria extremamente maçante se todas as 335 páginas desse livro fossem focadas nos ataques, mas em vários momentos eu até me esqueci de que era uma história sobre um tubarão assassino por conta desse desfoque. Outra coisa que eu também não curti foi esse envolvimento entre Ellen e Hopper; achei totalmente sem sentido. Se a intenção era inserir um pouco de sexo na história, existiam várias outras possibilidades bem melhores do que essa. E, por último, mas não menos importante, eu acredito que o desfecho poderia ter sido melhor executado. Ficou meio chocho, com cara de “não tinha uma forma melhor de encerrar, vou usar essa”. Apesar de tudo, eu sugiro que você leia. A história é boa e a leitura bem fluída (nem vi o tempo passar enquanto lia); recomendo.SAMSUNG CAMERA PICTURES

Você pode ler Tubarão gratuitamente aqui.

Obrigado por tudo, pessoal!

author_nanda

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5 comentários em “Tubarão (Peter Benchley)

  1. Não tinha a mínima ideia de que Tubarão era baseado em um livro; tanto que quando vi a edição recente da Suma de Letras achei que era uma novelização da obra do Spielberg. Bem, já que esse seu post está incrível como sempre, Fernanda, vou criar coragem e procurar ele; o filme me deixou com medo de ir para o mar por muitos anos (crianças, caso leiam isso, não assistam esse tipo de filme escondidos dos pais, confiem em mim), mas certamente superei isso. Eu acho. Talvez.

    Ei Fernanda, me diga uma coisa, posso emoldurar essa última foto do post e colocá-la em um local bem destacado e ainda assim quieto, talvez ao lado de uma janela com vista para o mar? Ainda não consegui pensar em um local para colocar a moldura da segunda foto, mas estou trabalhando nisso (:

    1. Ai Igor, mil desculpas pela resposta demorada…Com a correria, acabei deixando isso aqui meio abandonado.
      Poxa, fiquei mega feliz com teu comentário! É claro que podes emoldurar a fotografia, fique a vontade 🙂 Um graaaaande abraço!!!

      1. Nah, sem problemas, Fernanda, a espera valeu à pena 😛
        Estava já me preparando para o pior: você dizer algo como “nop, não pode nem olhar as fotografias, tem que visitar a galeria onde elas está sendo expostas para isso, e a visita é apenas para convidados.” Foram momentos muito dramáticos enquanto me preparava para esse cenário :´)

        Abração! 🙂

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